19 de abril de 2008

“Lula perdeu oportunidade histórica”, diz MST

por Eduardo Sales

da Redação

Fonte: Agência Brasil de Fato

Dois nomes entre dezenove mortos. Altamiro e Oziel. O primeiro, residia em Eldorado do Carajás; o segundo, em Parauapebas. Assassinados à queima-roupa pela Polícia Militar do Pará, em 17 de abril de 1996, hoje eles fazem parte dos mortos, como Keno, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, que alimentam e semeiam a esperança pela realização, de fato, de uma política de reforma agrária no Brasil. Obrigadas a ter essa esperança, mais de 150 mil famílias sem-terra acampadas em todo o país resistem.

Em 17 de abril é celebrado o Dia Internacional de Luta Camponesa. Mas a Jornada de Lutas por Reforma Agrária do MST já mobilizou, desde o dia 11, famílias acampadas e assentadas em 16 Estados, além do Distrito Federal: Maranhão, Rio Grande do Norte, Brasília, no Rio Grande do Sul, no Espírito Santo, em Santa Catarina, no Paraná, em Pernambuco, em Sergipe, em São Paulo, em Alagoas, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, na Bahia e Pará.

As atividades já envolveram mais de 10 mil trabalhadores. Além de lembrar os 12 anos do Massacre de Carajás, as ações enfocam a necessidade de agilizar a desapropriação de fazendas improdutivas para a reforma agrária e a liberação de crédito para os assentamentos. Em abril de 2007, o governo federal prometeu liberar crédito para a construção de 31 mil habitações rurais, mas foram contratadas apenas 2 mil. Além da dificuldade na desapropriação, as famílias assentadas têm dificuldades para acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que não considera as especificidades das áreas de reforma agrária. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) disponibilizou R$ 12 bilhões para o Pronaf, na safra 2007/2008 (custeio, investimento e comercialização), mas os assentados não conseguiram acesso nem a 15% dos contratos.

Além da dificuldade no acesso ao crédito, menos famílias estão sendo assentadas. Segundo números oficiais do governo, em 2007, foram assentadas somente 70 mil famílias, pouco mais da metade de 2006, quando foram assentadas 136 mil famílias. A polêmica não se encerra nisso. Especialistas na questão agrária apontam também que o governo divulga equivocadamente que cumpriu a meta do Plano Nacional de Reforma Agrária

Para o economista Pedro Ramos, há uma contradição muito grande no discurso do governo. “Na época da confecção do 2º Plano Nacional Reforma Agrária (PNRA), foi dito que o governo ia apostar mais na qualidade do que na quantidade dos assentamentos”, lembra Ramos. E qualidade, nesse caso, é aumento do crédito ao assentados. Segundo o economista, os empresários do agronegócio sempre têm alternativas de auxílio, diferentemente dos assentados. “O governo não facilita a produção e a comercialização e nem cria uma política de seguros de assentados”, reforça o economista.

Para ilustrar essas “alternativas” que favorecem o agronegócio, somente o Banco do Brasil emprestou 7 bilhões de dólares para 15 grupos econômicos, enquanto que os assentamentos não têm apoio suficiente, como diz a integrante da coordenação nacional do MST, Marina dos Santos. Mais negativo é que esse fortalecimento do agronegócio, segundo indica Gilmar Mauro, também da coordenação nacional, provoca uma disputa do território, elevação do preço da terra e uma dificuldade enorme para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) poder efetivamente desapropriar terra.

Chance perdida

Para Gilmar, o governo Lula perdeu a chance histórica de instaurar, de fato, uma política voltada à reforma agrária. “Eu acho que se perdeu essa oportunidade. O que temos visto no governo Lula é que, além de não priorizar a reforma agrária, ela se transforma numa espécie de política social compensatória e, somado a isso, essa política tem estimulado o avanço do agronegócio com o objetivo de obter superávits comerciais”, conclui.

Mais outro integrante da coordenação nacional do movimento, José Batista de Oliveira, argumenta que o governo Lula “optou por implementar um modelo submisso ao capital internacional com agravantes de destruição ambiental, de superexploração do trabalho, de concentração da terra”.

Foto de Araquém Alcântara: www.araquem.com.br

18 de abril de 2008

Sasha Siemel - o caçador de onças

Documentário de Cândido Alberto da Fonseca sobre o caçador de onças: Sasha Siemel. Em seu site, www.sashasiemel.com, encontramos logo de cara a frase: "Considered by many to be the gratest hunter that ever lived". Pra quem ainda duvida, vai direto ao video...

Biografia do Sasha... pelo seu site oficial:

No início do século XX, Sasha "O Frito" Siemel e sua equipe desciam ao Pantanal para caçar. Bom, é claro que sair caçando onças é um ato repudiável e inadmissível. Mas pelo trailer do documentário o sujeito enfrentava as onças apenas com uma zagaya, que não passa de uma espécie de tridente bem comprido. Quem souber onde achar esse documentário, avise. Eu posto logo em seguida. Só pelo trailer, o documentário parecer ser ótimo... Já o Sasha com certeza é insano. Quase inacreditável...


Álbum de fotos do europeu protetor o Pantanal e de seus "cães-onceiros":





Trailer do documentário:

Proibidas as Olimpíadas aos cães e aos chineses

IL GRANDE ARCHITETTO BRASILIANO OSCAR NIEMEYER

ADERISCE ALL'APPELLO

Uma sórdida campanha de demonização da República Popular Chinesa percorre o planeta. Quem a dirige e orquestra são governos e órgãos de imprensa inteiramente dedicados a dar aval ao martírio interminável do povo palestino, e sempre prontos a desencadear e apoiar guerras preventivas como a que no Iraque produziu centenas de milhares de mortes e milhões de refugiados.

Agita-se a bandeira da independência (por vezes camuflada de “autonomia”) do Tibet, mas se esse objetivo viesse a realizar-se, a mesma palavra de ordem seria lançada também para o Grande Tibet (uma área três vezes maior que o Tibet propriamente dito) e em seguida para o Sin-kiang, para a Mongólia interna, para a Manchúria e ainda para outras regiões. Na verdade, com seu enlouquecido projeto de dominação planetária, o imperialismo visa desmembrar um país que há muitos séculos se constituiu sobre uma base multiétnica e multicultural onde hoje chegam a conviver 56 etnias. Não é sem significado o fato de que à frente dessa Cruzada não encontra-se o Terceiro Mundo, que olha para a China com simpatia e admiração, mas o Ocidente que desde as guerras do ópio precipitou o grande país asiático no subdesenvolvimento causando-lhe uma imensa tragédia, da qual um povo que representa um quinto da humanidade está finalmente saindo.

Com base nas palavras de ordem análogas às que hoje são gritadas contra a China, se poderia promover o desmembramento de diversos países europeus como a Inglaterra, a França, a Espanha e a Itália onde não faltam movimentos que reivindicam a “libertação” e a secessão da Padánia.

O Ocidente que pousa de Santa Sé da religião dos direitos humanos não gastou uma palavra sequer sobre os pogrom antichineses que em Lhasa no dia 14 de março custaram a vida de civis inocentes, de velhos, mulheres e crianças. Enquanto proclama de chefiar a luta contra o fundamentalismo, o Ocidente transfigura na forma mais grotesca o Tibet do passado (fundado sobre a teocracia, sobre a escravidão e sobre a servidão das massas) e se prostra diante de um Deus-Rei, concentrado em constituir um Estado sobre a pureza étnica e religiosa (também uma mesquita tem sido assaltada em Lhasa), querendo anexar a esse Estado territórios que são habitados sim por tibetanos, mas que nunca foram administrados por um Dalai Lama: trata-se do projeto do Grande Tibet fundamentalista caro àqueles que querem colocar em crise o caráter multiétnico e multicultural da República Popular Chinesa para conseguir desmembrá-la mais facilmente.

No final do século XIX, na China, na entrada das concessões ocidentais deixava-se bem visível a placa: “Proibido o ingresso aos cães e aos chineses”. Esta interdição não desapareceu, sofreu apenas alguma variação, como demonstra a campanha para sabotar ou comprometer de qualquer maneira as Olimpíadas de Pequim: “Proibidas as Olimpíadas aos cães e aos chineses”. A Cruzada antichinesa em curso está em total continuidade com a longa e abjeta tradição imperialista e racista.

Domenico Losurdo, filosofo
Gianni Vattimo, filosofo
Luciano Canfora, storico
Carlo Ferdinando Russo (direttore di «Belfagor»)
Angelo d’Orsi, storico
Ugo Dotti, storico della letteratura italiana
Guido Oldrini, filosofoMassimiliano Marotta, presidente della Società di studi politici

Isso mesmo a carta é assinada pelo grande arquiteto verde-amarelo Oscar Niemeyer.

Fonte: Blog do filósofo italiano Domenico Losurdo

Tamanho do Universo

A sequência das figuras ilustra nosso verdadeiro tamanho:


Revirando sua teoria do universo...

17 de abril de 2008

Interesses privados e universidade pública

Uma das faces da privatização do financiamento universitário aparece na área da pesquisa. A redução dos investimentos públicos em educação superior faz com que empresas passem a financiar determinadas pesquisas, nas quais têm interesses de curto prazo. Essa prática ameaça a autonomia universitária e qualidade da pesquisa básica.
A mercantilização das universidades é uma realidade com muitas faces. Uma delas é a privatização do financiamento universitário. Hoje em dia, como resultado da redução do gasto público em educação superior, as empresas privadas passaram a financiar ativamente as universidades e, especificamente, determinadas atividades de pesquisa nas universidades.

A Comissão Européia incentiva os países membros a que promovam a participação do setor privado em pesquisa e desenolvimento. Concretamente, recomenda que dois terços dos gastos em pesquisa e desenvolvimento dos países sejam cobertos a partir das contribuições das empresas. Os governos, visando incentivar o investimento empresarial na pesquisa universitária, promovem a introdução de mudanças na legislação sobre patentes para favorecer a compra e venda das descobertas, toleram (ou promovem ativamente) a subcontratação de pesquisa universitária por parte de empresas privadas, criam parques tecnológicos/industriais nas universidades (que irão beneficiar o setor privado) e outras parcerias público-privadas para criação de conhecimento, entre muitas outras medidas.

No contexto anglo-saxão, o financiamento empresarial atingiu níveis tão elevados que, inclusive, departamentos inteiros são financiados por uma única empresa. Este é o caso da aliança entre a British Petroleum (BP) e a Universidade de Berkeley (Calfórnia) para a criação do Energy Biosciences Institute. A função principal deste novo instituto é desenvolver uma pesquisa sobre biocombustíveis criados a partir de cereais modificados geneticamente. A petroleira entra com 500 milhões de dólares para financiar o instituto durante dez anos. Em troca, tem direito de explorar comercialmente todos os resultados obtidos.

Uma relação mais acentuada entre pesquisadores universitários e empresas permite que entrem mais recursos nas universidades, mas, ao mesmo tempo, altera as funções tradicionais das universidades públicas e tem efeitos socialmente perversos. Em primeiro lugar, implica que os conhecimentos e as descobertas feitas no setor público podem passar a ser controlados por capital privado. Esta apropriação pode ocorrer de diferentes maneiras. Um modo habitual é que a empresa que subcontrata uma pesquisa com a universidade passa a ter prioridade na hora de explorar a patente resultante da pesquisa.

Muitas vezes, as empresas, mesmo sem ter financiado o processo de pesquisa, vão à “caça de patentes” resultantes da pesquisa universitária. Deste modo, o investimento público em pesquisa não é usufruído por toda a sociedade, senão que o maior proveito fica com as empresas privadas. Outras vezes, são os próprios pesquisadores universitários que se esforçam por vender produtivamente a patente de resultante de seus estudos para empresas do setor. Seja qual for o processo, o resultado é a apropriação privada do conhecimento e, conseqüentemente, as descobertas da pesquisa não são publicadas. Assim, é enfraquecida uma função primordial da universidade: seu papel como disseminadora de conhecimento. Um conhecimento que, além disso, ao não se tornar público também não vai gerar novo conhecimento.

Uma segunda repercussão do financiamento privado da pesquisa é que o mundo dos negócios determina as prioridades e a agenda da pesquisa universitária. Hoje em dia, muitos pesquisadores e departamentos universitários buscam obter recursos em concursos de pesquisa promovidos pelo setor privado, cujas bases estão estruturadas, principalmente, considerando os interesses da parte que dará o financiamento. Muitos pesquisadores alteram suas prioridades para adaptar-se àquilo que pode ser financiado mais facilmente. Deste modo, enfraquece-se um princípio fundamental das universidades: a autonomia universitária, uma vez que os temas de pesquisa são escolhidos em função de critérios de rentabilidade e não de critérios acadêmicos.

Em terceiro lugar, os resultados da pesquisa podem ser alterados para favorecer (ou para não prejudicar) os interesses da entidade financeira. Isto, mais uma vez, afeta a liberdade de cátedra e a autenticidade do conhecimento que é disseminado. Diante deste risco, a revista acadêmica New England Journal of Medicine ofereceu desculpas públicas em seu número de fevereiro de 2002. Concretamente, a desculpa foi porque o comitê editorial da revista percebeu que metade dos artigos em que eram avaliados medicamentos e que haviam sido publicados desde 1997 tinham sido escritos por pesquisadores vinculados economicamente com indústrias farmacêuticas que fabricavam os produtos avaliados. Assim, a credibilidade e o rigor da entrevista eram questionáveis.

Por outro lado, quando os resultados obtidos pelos pesquisadores contradizem os interesses da empresa que está financiando e, por esta razão, não são publicados, a situação torna-se ainda mais grave devido à introdução de censura —ou de autocensura— nas universidades. Em certas ocasiões, os acadêmicos com espírito crítico que optam por tornar públicos os resultados, mesmo quando vão de encontro aos interesses dos grupos empresariais que financiam a pesquisa, ficam expostos a perder seu posto de trabalho.

Isso foi o que aconteceu com a Dra. Nancy Olivieri, da Universidade de Toronto. Olivieri é especialista em uma estranha doença do sangue, a talasemia, e teve que enfrentar a farmacêutica Apotex quando divulgou que um fármaco dessa companhia podia provocar efeitos colaterais letais. A empresa acossou a Dra. Nancy com uma descomunal campanha de desprestígio e sua universidade, que mantém vínculos financeiros com Apotex, tentou destituí-la. Finalmente, não conseguiram fazê-lo graças a uma campanha de pressão do movimento estudantil e de seus companheiros e companheiras da universidade.

Finalmente, uma última repercussão é a perda de qualidade e excelência acadêmica no âmbito da pesquisa. É preciso considerar que as empresas costumam financiar pesquisa aplicada, mas não mostram tanto interesse pela pesquisa básica. Os resultados da pesquisa aplicada podem ser explorados em prazos mais curtos e seus objetivos são, como explicita o nome, a aplicabilidade dos resultados. Em compensação, a pesquisa básica tem como objetivo aprofundar em discussões teóricas e não pode ser instrumentalizada de maneira tão imediata. Contudo, a pesquisa básica é fundamental para o avanço do conhecimento e para a futura criação de nova e melhor pesquisa aplicada.

Para concluir, gostaria de lembrar que o vínculo universidade-sociedade é um dos pilares da universidade moderna e com ele se busca favorecer a extensão do conhecimento universitário para todos os âmbitos da sociedade. Contudo, devido ao aumento do gasto privado nas universidades existe o risco de que o vínculo universidade-sociedade fique restrito ao vínculo da universidade com a empresa privada. Conseqüentemente, a atividade e as funções da academia estariam sendo subordinadas aos objetivos de lucro do mundo dos negócios.

Fonte: Agência Carta Maior

16 de abril de 2008

Brasil e o petróleo abundante...

O que diz a revista americana

A revista mensal World Oil, publicada há 90 anos em Houston, Texas, diz que sua equipe mantém "uma visão compartilhada, de oferecer conteúdo editorial superior sobre o mundo do petróleo". O artigo mencionado, Três supergigantescos campos descobertos na plataforma brasileira, é do editor colaborador Arthur Berman, ilustrado por um mapa (extraído do site da Petrobras; ver abaixo), um diagrama e um gráfico.

Pode ser consultado no endereço:
http://www.worldoil.com/magazine/MAGAZINE_DETAIL.asp?ART_ID=3450&MONTH_YEAR=Feb-2008.

"A petrobras anunciou recentemente três supergigantescos campos de petróleo na plataforma continental da Bacia de Campos. A companhia confirmou a descoberta de Tupi, no Bloco BM-S-11, em 8 de novembro de 2007 e afirmou que ele tem preservas recuperáveis prováveis entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo leve. Agora parece que outro campo petrolífero, possivelmente maior, batizado Carioca-Pão de Açúcar, foi descoberto 50 milhas (80 km) a oeste de Tupi. Uma terceira descoberta, o poço de Júpiter, foi anunciada em 21 de janeiro", escreveu Berman.

Terceiro campo depois de Ghawar e Burgan?

O artigo detalha as prospecções feitas na Bacia de Santos, sua localização e profundidade, a possível extensão do campo, quais os blocos de exploração que compreende, assim como as características do petróleo já descoberto. E prossegue:

"Caso as informações sobre o tamanho potencial da estrutura de Carioca-Pão de Açúcar comprovem a estimativa de 33 bilhões de barris de petróleo (entre 25 e 40 bilhões), e as reservas estimadas de Tupi e Júpiter sendo avaliadas em 6,5 bilhões de barris cada um (entre 5 e 8 bilhões), o bolo de Carioca-Pão de Açúcar seria o terceiro maior campo de petróleo do mundo", diz a revista. O primeiro, segundo o gráfico que ilustra a matéria, é o de Ghawar, na Arábia Saudita (65,1 bilhões de barris) e o segundo o de Greater Burgan, no Kuwait (46 bilhões). No mesmo gráfico, Tupi e Júpiter figuram em 43º e 44º lugares.

"Isto seria também o maior campo descoberto nos últimos 30 anos, enquanto Tupi e Júpiter figurariam como a sexta maior descoberta no mesmo período. Para efeito de comparação, Prudhoe Bay é o maior campo nos Estados Unidos, com 15,2 bilhões de barris de petróleo recuperável, e East Texas Field é o segundo, com 5,4 bilhões de barris", afirma ainda a revista.

O último parágrafo manifesta a opinião do autor, inquieto com a possível retirada de blocos-chave da nona rodada de leilões da ANP, que ele julga, "talvez", o tipo de "nacionalismo que alguns previram devido ao declínio das reservas mundiais de petróleo". Mas ele conclui com o que considera a "real mensagem dessas descobertas": "que não devemos perder de vista as bacias potenciais ainda desconhecidas, mas possivelmente grandes, que com freqüência são de exclusivo domínio de empresas petrolíferas nacionais".

Confira a reportagem completa aqui.

...de olho na gestão dos recursos naturais do Brasil!!

Ranking dos maiores campos de petróleos:


14 de abril de 2008

4 Frases que Fazem Crescer o Nariz de Pinóquio

Texto escrito por Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio.

1. Somos todos culpáveis pela ruína do planeta

A saúde do mundo está um asco. 'Somos todos responsáveis', clamam a vozes de alarme universal, e esta generalização absolve: se todos nós somos responsáveis, ninguém o é. Tais como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a taxa de natalidade mais alta do mundo: os peritos geram peritos e mais peritos, que se ocupam em envolver o tema no papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a brumosa linguagem da exortações ao 'sacrifício de todos' nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaçam converter-se numa catástrofe ecológica comparável ao buraco do ozono – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial afoga a realidade para conceder impunidade à sociedade de consumo, a qual é imposta como modelo em nome do desenvolvimento e das grandes empresas que lhes extraem o sumo. Mas as estatísticas confessam. Os dados ocultos debaixo do palavrório revelam que 20 por cento da humanidade comete 80 por cento das agressões contra a natureza, crime a que os assassinos chamam suicídio e é a humanidade inteira quem paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que dirige o governo da Noruega, comprovou recentemente que se os 7 mil milhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, "fariam falta 10 planetas como o nosso para satisfazer todas as suas necessidades". Uma experiência impossível. Mas os governantes dos países do Sul que prometem a entrada no Primeiro Mundo, passaporte mágico que tornará ricos e felizes todos nós, não deveriam apenas ser processados por roubo. Não estão apenas a gozar-nos, não: além disso esses governantes estão a cometer o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se apresenta como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que nos está a enfermar o corpo, a envenenar a alma e a deixar-nos sem mundo.

2. É verde o que se pinta de verde

Agora os gigantes da indústria química fazem a sua publicidade em cor verde, e o Banco Mundial lava a sua imagem repetindo a palavra ecologia a cada página dos seus relatórios e tingindo de verde os seus empréstimos. "Nas condições dos nossos empréstimos há normais ambientais estritas", esclarece o presidente do supremo banco do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação. Quando o Parlamento do Uruguai aprovou uma tímida lei de defesa do meio ambiente, as empresas que lançam veneno para o ar e apodrecem as águas sacaram subitamente a sua recém comprada máscara verde e gritaram a sua verdade em termos que poderiam ser assim resumidos: "os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotar o desenvolvimento económico e a espantar o investimento estrangeiro". O Banco Mundial, em contrapartida, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez por reunir tantas virtudes, o Banco manejará, junto à ONU, o recém criado Fundo para o Meio Ambiente Mundial. Este imposto sobre a má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projectos que não destruam a natureza. Intenção inquestionável, conclusão inevitável: se esses projectos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está a admitir, de facto, que todos os seus demais projectos fazem um fraco favor ao meio ambiente. O Banco se chama Mundial, assim como o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gémeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato onde come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos países cativos que a título de serviço da dívida pagam aos seus credores externos 250 mil dólares por minutos, e lhes impõe a sua política económica em função do dinheiro que concede e promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite estufar de quinquilharias as grandes cidades do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, apodrecem as águas que os alimentam e uma crosta seca cobre desertos que antes foram florestas.

3. Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra

Pode-se dizer tudo de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bom Al sempre enviava flores aos velórios das suas vítimas. As empresas gigantes da indústria química, petrolífera e automobilística pagaram boa parte das despesas da Eco 92. A conferência internacional que no Rio de Janeiro se ocupou da agonia do planeta. E essa conferência, chamada Cimeira da Terra, não condenou as transnacionais que produzem poluição e dela vivem, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno. No grande baile de máscaras do fim do milénio, até a indústria química veste-se de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo, que para ajudar a natureza estão a inventar novos cultivos biotecnológicos. Mas estes desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, procuram sim novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas de sementes do mundo, seis fabricam pesticidas (Sandoz, Ciba-Geigy, Dekalb, Pfiezer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas. A recuperação do planeta ou o que nos resta dele implica a denúncia da impunidade do dinheiro e a liberdade humana. A ecologia neutral, que se parece antes com a jardinagem, faz-se cúmplice da injustiça de um mundo onde a comida sã, a água limpa, o ar puro e o silêncio não sã direitos de todos e sim privilégios dos poucos que podem pagá-los. Chico Mendes, operário da borracha, caiu assassinado em fins de 1988, na Amazónia brasileira, por crer naquilo que acreditava: que a militância ecológica não pode ser divorciada da luta social. Chico acreditava que a floresta amazónica não poderá ser salva enquanto não se fizer a reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados a cada ano na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão para as cidades abandonando as plantações do interior. Adaptando os números de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até rebentar pela invasão incessante de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem mudar dentro dos limites da ecologia, surda perante o clamor social e cega perante o compromisso político.

4. A natureza está fora de nós.

Nos seus 10 mandamentos, Deus esqueceu de mencionar a natureza. Dentre as ordens que nos enviou do monte Sinai, o Senhor teria podido acrescentar, por exemplo: "Honrarás a natureza da qual fazes parte". Mas isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi apresada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu a ecologia com a idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crónicas da Conquista, os índios nómadas que usavam cascas para se vestirem jamais descascavam o tronco inteiro, para não aniquilar a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansar a terra. A civilização que vinha impor as devastadoras monoculturas de exportação não podia entender as culturas integradas na natureza, e confundiu-as com a vocação demoníaca ou a ignorância. Para a civilização que se diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que era preciso domar e castigar a fim de que funcionasse como uma máquina, posta ao nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, devia-nos escravatura. Muito recentemente soubemos que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e soubemos que, como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala em submeter a natureza, agora até os seus verdugos dizem que há que protegê-la. Mas tanto num como noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento e o grandote com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper o seu próprio céu.

extraído do blog Pensamento Diverso.

Milho transgênico da Monsanto é banido da Romênia por falta de segurança

O governo romeno anunciou no dia 27 de março que vai banir do país o milho geneticamente modificado MON 810 da Monsanto. A decisão é particularmente importante já que o milho é o único cultivo comercial de transgênicos permitido na Europa. Essa variedade é a mesma que foi aprovada em 2007 para plantio comercial no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A Romênia é o principal produtor de milho da União Européia em total de hectares plantados, com cerca de 3 milhões de hectares cultivados anualmente. Do milho MON 810 foram plantados 300 hectares no país desde 2007, representando apenas 0,01% do total de produção de milho da Romênia.

Com o anúncio do ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Romênia, Attila Korodi, o maior produtor de milho da Europa se tornará livre de transgênicos. A Romênia é o oitavo país da Europa a banir o cultivo de variedades transgênicas, seguindo os passos da França, Hungria, Itália, Áustria, Grécia, Suíça e Polônia.

Preocupações sobre a segurança do milho MON 810 levaram o governo romeno a agir. Estudos científicos mostram que o milho MON 810 provoca danos à fauna, solo e saúde humana. Sua toxina embutida, programada para matar uma de suas pragas, entra no solo e provoca danos a minhocas, borboletas e aranhas. Provas de sua segurança para a saúde humana e animal são inconclusivas.

Um recente estudo do professor Gilles Eric Séralini, especialista do governo alemão em transgênicos da Universidade de Caen, encontrou sinais de toxicidade nos órgãos internos de animais alimentados com milho transgênico.

No final de 2007, o Comissário da União Européia para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, usou estudos similares para bloquear o cultivo de outras duas variedades de milho transgênico, parecidos com o MON 810, na União Européia. Ele também fez referências a novos estudos que mostram que a toxina Bt produzida pelo milho transgênico tem efeitos negativos nos ecossistemas aquáticos.

"Enquanto a Europa proíbe o milho MON 810, da Monsanto, o Brasil está pronto para abrir suas terras a essa variedade transgênica suspeita de causar tantos problemas", critica Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace Brasil. "Esse milho foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e autorizada pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), que reúne 11 ministros. Deram às costas para o meio ambiente e à saúde dos brasileiros, privilegiando o agronegócio e uma tecnologia que não consegue comprovar sua segurança".

Contaminação genética

A contaminação de plantações convencionais por transgênicos é um problema sério. Em 2007 apenas, houve 39 novos casos de contaminação em 23 países. Apesar disso, não há padrões internacionais para responsabilizar as empresas de biotecnologia pelos danos causados e perdas financeiras.

O relatório Registro de Contaminação Transgênica 2007 (sumário executivo em português), produzido anualmente pelo Greenpeace e pelo Gene Watch UK, já constatou 216 casos de contaminação genética em 57 países diferentes, desde que as plantações geneticamente modificadas começaram a ser feitas comercialmente (em 1996).

Fonte: Agência Brasilde Fato - 03 /04/2008

11 de abril de 2008

Os maiores símbolos culturais do mundo...

É notável a preocupação e o trabalho dispendido pelos orientais no intuito de promover o fortalecimento cultural e o sentimento de identidade nacional no país. O Revirando a Teoria vai divulgar a lista de todas as maiores estátuas já construídas (ou ainda em construção) na face da Terra.

A idéia
aqui não é uma glorificação de obras faraônicas, mas sim a aceitação daquilo que é inerente ao ser humano. O grandioso nos atrai. Quando vemos algo grande, pensamos e sentimos grande também... é só. Assim como a idéia aqui também não é fazer qualquer tipo de apologia ao Buddha. Nós brasileiros precisamos de obras desse porte como estímulo sim, mas com nossos heróis e nossas histórias.

Essa lista nos revela certas malícias:
Primeiro - Os EUA querem ser primeiro em tudo e essa obra deles num parece o índio Cavalo Louco nem f.....
Segundo - Os povos orientais se utilizam muito bem de seus símbolos de conduta para se fortalecerem culturalmente. Com destaque para China, Japão e Índia, respectivamente. Fazem isso pois possuem conhecimento e gosto pela arte e pela arquitetura.
Terceiro - Os Orientais modelam sua sociedade por meio do Buddha, símbolo de bondade e da superação. As estátuas européias são todas em "homenagem" à alguma guerra.
Quarto - O Brasil fica com histórinha de Redentor é Maravilha Moderna... papinho... A Globo gastou tempo e dinheiro fazendo marketing pro Cristo. Todo mundo que chega de frente com ele, fala que ele na verdade é pequeno. Tinha que impressionar de verdade! Só isso...
Quinto - Querendo ou não, é assim que funciona. Cabe ao povo brasileiro eleger símbolos que representem de alguma maneira nossa causa. O Redentor não é tão mal assim, mas é presente dos franceses e representa mais uma afirmação comercial entre Brasil e França (até mesmo Brasil - Europa) do que um símbolo de motivação e inspiração para o cidadão brasileiro. E tem que pagar pra entrar... vexame!

A liderança de japoneses, chineses e indianos em construções de estátuas e monumentos é mais que mera coincidência... é transformar o país numa equipe, numa equipe com uma visão só, dividida por todos. Insistimos, não é uma exaltação ao "maior de todos", num é isso.

Mas, uma estátua ou um monumento dessas proporções representa a afirmação popular de um compromisso com aquele determinado símbolo cultural. Por sua vez, o símbolo deve representar de alguma forma a mudança e a melhoria para aquela sociedade.


1° Crazy Horse Memorial - 172m - EUA (em construção)

Esse é o modelo...

2° The Maitreya Buddha Project - 152m - Índia (em construção)

O Maitreya Buddha Project
mereceu um post só pra ele, revire o projeto mais afundo em Arquitetura:

3° Spring Temple Buddha - 128m - China

Essa última foto é do GoogleEarth... tá fácil uma obra dessa!

4° Ushiku Daibutsu - 120m - Japão



4° Birth of the New World - 120m - Porto Rico (em construção)

Essa é só o modelo...
6° Laykyun Setkyar Buddha - 116m - Myanmar
7° Nanshan Haishang Guanyin - 108m - China
8° Emperors Yan and Huang - 106m - China

9° Sendai Daikannon - 100m - Japão
10° Peter The Great - 96m - Russia
11° Grand Buddha at Ling Shan - 88m - China
11° Dai Kannon at Kita no Miyako - 88m - Japão
13° Rodina-Mat' Zovyot! Motherland Calls - 85m - Russia
14° Awaji Kannon of Awaji Island - 80m - Japão
15° Great Standing Maitreya Buddha of Beipu - 72m - Taiwan

16° Leshan Giant Buddha - 71m - China


Esse merece inúmeras fotos... é na montanha mesmo...
17° Mother Motherland - 62m - Ucrânia

17° Jibo Kannon at Narita-san temple of Kurume - 62m - Japão

17° Guan Yin at Mount Xiqiao of Nanhai district - 62m - China
E o Brasil?? Cadê o Cristo da Cidade Maravilhosa?

54° Cristo Redentor - 39.6m - (32m a estátua) - Brasil

Parece piada...mas não é... a Virgem da Paz da Venezuela já é bem maior e aquela que vai construir em Porto Rico então...Critique esse post imenso ou deixe sugestões de temas a serem revirados...