11 de abril de 2008

Os maiores símbolos culturais do mundo...

É notável a preocupação e o trabalho dispendido pelos orientais no intuito de promover o fortalecimento cultural e o sentimento de identidade nacional no país. O Revirando a Teoria vai divulgar a lista de todas as maiores estátuas já construídas (ou ainda em construção) na face da Terra.

A idéia
aqui não é uma glorificação de obras faraônicas, mas sim a aceitação daquilo que é inerente ao ser humano. O grandioso nos atrai. Quando vemos algo grande, pensamos e sentimos grande também... é só. Assim como a idéia aqui também não é fazer qualquer tipo de apologia ao Buddha. Nós brasileiros precisamos de obras desse porte como estímulo sim, mas com nossos heróis e nossas histórias.

Essa lista nos revela certas malícias:
Primeiro - Os EUA querem ser primeiro em tudo e essa obra deles num parece o índio Cavalo Louco nem f.....
Segundo - Os povos orientais se utilizam muito bem de seus símbolos de conduta para se fortalecerem culturalmente. Com destaque para China, Japão e Índia, respectivamente. Fazem isso pois possuem conhecimento e gosto pela arte e pela arquitetura.
Terceiro - Os Orientais modelam sua sociedade por meio do Buddha, símbolo de bondade e da superação. As estátuas européias são todas em "homenagem" à alguma guerra.
Quarto - O Brasil fica com histórinha de Redentor é Maravilha Moderna... papinho... A Globo gastou tempo e dinheiro fazendo marketing pro Cristo. Todo mundo que chega de frente com ele, fala que ele na verdade é pequeno. Tinha que impressionar de verdade! Só isso...
Quinto - Querendo ou não, é assim que funciona. Cabe ao povo brasileiro eleger símbolos que representem de alguma maneira nossa causa. O Redentor não é tão mal assim, mas é presente dos franceses e representa mais uma afirmação comercial entre Brasil e França (até mesmo Brasil - Europa) do que um símbolo de motivação e inspiração para o cidadão brasileiro. E tem que pagar pra entrar... vexame!

A liderança de japoneses, chineses e indianos em construções de estátuas e monumentos é mais que mera coincidência... é transformar o país numa equipe, numa equipe com uma visão só, dividida por todos. Insistimos, não é uma exaltação ao "maior de todos", num é isso.

Mas, uma estátua ou um monumento dessas proporções representa a afirmação popular de um compromisso com aquele determinado símbolo cultural. Por sua vez, o símbolo deve representar de alguma forma a mudança e a melhoria para aquela sociedade.


1° Crazy Horse Memorial - 172m - EUA (em construção)

Esse é o modelo...

2° The Maitreya Buddha Project - 152m - Índia (em construção)

O Maitreya Buddha Project
mereceu um post só pra ele, revire o projeto mais afundo em Arquitetura:

3° Spring Temple Buddha - 128m - China

Essa última foto é do GoogleEarth... tá fácil uma obra dessa!

4° Ushiku Daibutsu - 120m - Japão



4° Birth of the New World - 120m - Porto Rico (em construção)

Essa é só o modelo...
6° Laykyun Setkyar Buddha - 116m - Myanmar
7° Nanshan Haishang Guanyin - 108m - China
8° Emperors Yan and Huang - 106m - China

9° Sendai Daikannon - 100m - Japão
10° Peter The Great - 96m - Russia
11° Grand Buddha at Ling Shan - 88m - China
11° Dai Kannon at Kita no Miyako - 88m - Japão
13° Rodina-Mat' Zovyot! Motherland Calls - 85m - Russia
14° Awaji Kannon of Awaji Island - 80m - Japão
15° Great Standing Maitreya Buddha of Beipu - 72m - Taiwan

16° Leshan Giant Buddha - 71m - China


Esse merece inúmeras fotos... é na montanha mesmo...
17° Mother Motherland - 62m - Ucrânia

17° Jibo Kannon at Narita-san temple of Kurume - 62m - Japão

17° Guan Yin at Mount Xiqiao of Nanhai district - 62m - China
E o Brasil?? Cadê o Cristo da Cidade Maravilhosa?

54° Cristo Redentor - 39.6m - (32m a estátua) - Brasil

Parece piada...mas não é... a Virgem da Paz da Venezuela já é bem maior e aquela que vai construir em Porto Rico então...Critique esse post imenso ou deixe sugestões de temas a serem revirados...

'Jornal Nacional' contra MST: os novos terroristas da mídia

Poucas vezes uma reportagem foi tão distorcida quanto a do Jornal Nacional de quarta-feira (9/4) a respeito do MST. Nos dois minutos e vinte e quatro segundos da matéria busca-se a criminalização dos camponeses. Para tanto, imagens e palavras são cuidadosamente articuladas para transmitir ao telespectador a idéia de que os militantes do MST é quem são os responsáveis por todo o medo que ronda os paraenses.

Por Marcelo Salles, no Observatório da Imprensa

Logo na abertura da matéria, o fundo escurecido por trás do apresentador exibe a sombra de três camponeses portando ferramentas de trabalho em posições ameaçadoras, como a destruir a cerca cuidadosamente iluminada pelo departamento de arte da emissora. Quando os militantes aparecem nas imagens, estão montando o acampamento e utilizando folhas de palmeiras - naturalmente já arrancadas das árvores.

Quando a matéria corta para ouvir a opinião de um empresário local, ele tem ao fundo exatamente uma folha de palmeira, só que firme no solo - e vistosa, viva. O representante da Vale do Rio Doce é o que tem mais tempo para se manifestar, tanto tempo que até gagueja - e balbucia: "Esses movimentos... estão (nos) impedindo de trabalhar".

Em nenhum momento os representantes do MST são ouvidos, o que contraria, inclusive, as próprias regras do jornalismo da Globo. Mas quando os interesses comerciais de empresas amigas estão em jogo, no caso a Vale, tudo indica que essas regras são postas de lado.

Versão única

Outro dado marcante desta reportagem veiculada pelo Jornal Nacional é a descontextualização dos fatos. O telespectador é apenas informado que o MST "ameaça invadir a Estrada de Ferro Carajás, da companhia Vale", mas não se explica que esta ação direta tem uma origem: a privatização fraudulenta da Vale do Rio Doce.

A companhia foi leiloada, em 1997, por R$ 3,3 bilhões. Valor semelhante ao lucro líquido da empresa obtido no segundo trimestre de 2005 (R$ 3,5 bilhões), numa clara demonstração do prejuízo causado ao patrimônio do povo brasileiro. Desde então, cidadãos e cidadãs vêm promovendo manifestações políticas e ações judiciais que têm por objetivo chamar a atenção da sociedade brasileira e sensibilizar as autoridades competentes para anular o processo licitatório.

Se há uma diferença brutal entre discordar de uma determinada opinião e omiti-la, este caso torna-se ainda mais grave porque não se trata de uma opinião, e sim de um fato político: a privatização da Vale está sendo questionada na Justiça - e com grandes chances de ser revertida. Ao sonegar esta informação, a Globo comete um crime e deveria ser punida pelos órgãos competentes.

Com a mesmíssima parcialidade age o jornal O Globo. A reportagem publicada na mesma quarta (9) sobre o MST não deixa dúvidas quanto ao lado assumido pela publicação. A chamada na primeira página diz tudo: "MST desafia a Justiça e volta a ameaçar a Vale"; o pequeno texto, logo abaixo, aprofunda a toada:

"O MST ameaça descumprir ordem judicial e invadir novamente a ferrovia de Carajás, da Vale, no Pará. Moradores da região estão atemorizados, com a cidade cercada por mais de mil militantes do MST, a quem acusam de terrorismo".

A reportagem principal, à página 9, é acompanhada de outra de igual tamanho. Ambas ouvem apenas a versão da mineradora privatizada pelo governo tucano de FHC. Imediatamente abaixo, como a reforçar a visão policialesca, uma fotografia de um homem morto sobre o título: "Em Porto Alegre, um flagrante de homicídio". Nenhum dos dois veículos (O Globo e JN) registrou o apoio recebido pelo MST por artistas, intelectuais e lideranças partidárias.

Lugar na história

Esta falsa preocupação do Globo com a defesa do povo brasileiro não é de agora. O mesmo jornal que hoje sugere que os militantes do MST são terroristas por atemorizar os paraenses procedeu da mesma forma há 44 anos, quando um golpe de Estado derrubou o presidente constitucional João Goulart. Em texto editorial do dia 2 de abril de 1964, O Globo assinalou:

"Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (...) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas (...), o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. (...) Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente (...) Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. (...) Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.(...) A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo.(...) Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos (...)."

Assim como para o Globo os inimigos do passado eram aqueles que se insurgiam contra a ditadura que seqüestrou, torturou e matou milhares de brasileiros, hoje os terroristas são aqueles que lutam contra as multinacionais que roubam o patrimônio público, danificam o meio ambiente e produzem graves problemas sociais. É exatamente por isso que ao interromper o fluxo de exportação de uma dessas empresas os militantes do MST acertam em cheio no sistema nervoso do capitalismo.

Dotados apenas de enxadas e coragem, os sem-terra enfrentam jagunços armados, policiais e poderosos grupos de comunicação - esse coquetel que tem como objetivo massacrar o povo organizado. Assim é que os militantes do MST ensinam ao povo brasileiro: não é uma luta justa, mas é uma luta que pode ser vencida.

Por outro lado, o jornalismo das Organizações Globo mais uma vez revelou seu caráter covarde e submisso. Aliou-se aos poderosos e rasgou o juramento profissional da categoria, sobretudo no seguinte trecho:

"A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na luta por sua dignidade."

Mas não há de ser nada. A História vai se ocupar de reservar a cada qual seu devido lugar.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

9 de abril de 2008

Songjiang hotel - Shanghai

Songjiang Hotel - Shangai, China - Dec 2006 from Atkins

Atkins has won an international competition to design a five-star resort hotel set within a beautiful water-filled quarry in the Songjiang district close to Shanghai in China. Its stunning concept designs inspired by the natural water and landscape features of the quarry captured the imagination of judges to quash competition from two other international firms.
The innovative design of the 400-bed resort hotel stands two levels higher than the rock face of the 100 metre deep quarry and includes underwater public areas and guestrooms. It will incorporate conference facilities for up to 1,000 people, a banqueting centre, restaurants, cafés and sports facilities. Sustainability is integral to the design ranging from using green roofing for the structures above the ground level to geothermal energy extraction.

An aquatic theme runs through the design both visually and functionally. Curved wings of the main body of the guestrooms enclose a naturally lit internal atrium, which uses the existing rock face with its waterfalls and green vegetation. This will be overlooked by guestroom balconies and contain restaurants and cafés at the base. Two underwater levels will house a restaurant and guestrooms facing a ten-metre deep aquarium. The lowest level of the hotel will contain a leisure complex with a swimming pool and water-based sports. An extreme sports centre for activities such as rock climbing and bungee jumping will be cantilevered over the quarry and accessed by special lifts from the water level of the hotel.

Bristol-based Martin Jochman, who led the design team, says, "We drew our inspiration from the quarry setting itself, adopting the image of a green hill cascading down the natural rock face as a series of terraced landscaped hanging gardens. In the centre, we have created a transparent glass 'waterfall' from a central vertical circulation atrium connecting the quarry base with the ground level. This replicates the natural waterfalls on the existing quarry face."
The Songjiang district is a natural beauty spot close to Shanghai and an increasingly popular weekend and holiday destination for Shanghai residents and other visitors. The new resort hotel will help to meet growing demand and offer an additional attraction for this unique district.

The project is Atkins' eighth design competition win in China this year. It also reinforces the company's international reputation for exceptional hotel design. The design was the result of collaboration between Atkins' teams in Bristol and Shanghai. It was led by Martin Jochman in Bristol and involved Paul Rice, Hu Yali, Ding Fang, Zhang Jian and Vivian Chen from Shanghai.

Esse é o buraco onde será o hotel:

Mais no site da Atkins chinesa: www.atkins.com.cn

Wind Towers - Bahrain

Bahrain World Trade Center
Manama, Bahrain
The Bahrain World Trade Center forms the focal point of a master plan to rejuvenate an existing hotel and shopping mall on a prestigious site overlooking the Arabian Gulf in the downtown central business district of Manama, Bahrain. The concept design of the Bahrain World Trade Center towers was inspired by the traditional Arabian “Wind Towers” in that the very shape of the buildings harness the unobstructed prevailing onshore breeze from the Gulf, providing a renewable source of energy for the project.

The two 50 storey sail shaped office towers taper to a height of 240m and support three 29m diameter horizontal-axis wind turbines. The towers are harmoniously integrated on top of a three story sculpted podium and basement which accommodate a new shopping center, restaurants, business centers and car parking.


The elliptical plan forms and sail-like profiles act as aerofoils, funnelling the onshore breeze between them as well as creating a negative pressure behind, thus accelerating the wind velocity between the two towers. Vertically, the sculpting of the towers is also a function of airflow dynamics. As they taper upwards, their aerofoil sections reduce. This effect when combined with the increasing velocity of the onshore breeze at increasing heights creates a near equal regime of wind velocity on each of the three turbines. Understanding and utilising this phenomenon has been one of the key factors that has allowed the practical integration of wind turbine generators in a commercial building design. Wind tunnel testing has confirmed how the shapes and spatial relationship of the towers sculpt the airflow, creating an “S’ flow whereby the centre of the wind stream remains nearly perpendicular to the turbine within a 45° wind azimuth, either side of the central axis. This increases the turbines’ potential to generate power whilst also reducing fatigue on the blades to acceptable limits during wind skew across the blades.

The specific architectural forms of the Bahrain World Trade Center towers were borne from using the nautical expression of a sail to harness the consistent onshore breeze, potentially to generate energy using wind dynamics, as well as to create two elegant towers for Bahrain, which would transcend time and become one of a kind in the world.

Building Integrated Wind Turbines
Wind Analysis

Three wind turbines have been integrated into the building to generate electricity. Horizontal axis wind turbines are normally pole mounted and turn to face the direction of the wind thus maximizing energy yield. The practical application of such turbines to buildings in variable direction wind climates is therefore very difficult. The majority of architectural studies deploying building-integrated, horizontal axis turbines deploy the principle of a fixed turbine as in the case of the Bahrain World Trade Center. Development for vertical axis wind turbines is encouraging and of course they benefit from the advantage of being truly omni-directional. However, at the time of design development for this project, large scale proven vertical axis turbines were not available for building applications.

The fixed horizontal turbine suffers the drawback of only being able to operate with wind from a limited azimuth range, if problems with blade deflections and stressing through excessive skew flow are to be avoided. From the outset of this project, the shape of the towers has been designed to capture the incoming wind and funnel it between the towers.